Slayer – Christ Illusion

16 anos depois de Seasons in the Abyss, temos finalmente um álbum de Slayer com Dave Lombardo na bateria!
Foi para aí em 2002 que o regresso à banda aconteceu. Realizaram uma série de tournées entre as quais a ronda Europeia do Ozzfest que passou pelo estádio do Restelo, e, pregos à parte, foi um momento de grande celebração. A questão agora é saber se eles continuam a ser relevantes. Há quem diga que já não editam nada de jeito desde 1990 ou 1988. Eu gostei bastante do Divine Intervention de 1994, mas depois disso fui perdendo o interesse com os discos posteriores.
O retorno de Dave Lombardo relançou um bocadinhinho as expectativas, e agora cá estamos em 2006 com Christ Illusion.
Eu até já saquei o disco há umas 2 semanas, mas só esta semana é que o comecei a ouvir.
Do som e imagem de Slayer a última coisa que se pretende é inovação, e se calhar um retroceso no som até seria apreciado! A sonoridade destilada no arranque do disco, em Flesh Storm e Catalyst, é prometedora. A velocidade cavalar da bateria e os riffs agressivos fazem-nos recordar os clássicos. Há alguns momentos, Catatonic e Skeleton Christ, com uma sonoridade menos speed/thrash e mais hardcore/modern metal suportada em várias mudanças rítmicas :-s.
Os assuntos abordados continuam a ser exactamente os mesmos de há 15/20 anos atrás, guerra ódio e religião, guerra em nome da religião, “Religion is hate, religion is fear, religion is war”, a ascensão do Anti-Cristo. A polémica sempre acompanhou os Slayer e em Jihad contam a história dos atentados ao WTC do ponto de vista dos terroristas.
Globalmente é um bom disco, bem produzido, e quem gosta/gostou minimamente de Slayer irá ter certamente algo aqui com o que se identificar. Não sei se terá músicas que se tornem clássicos, mas as minhas preferidas para já são Catalyst, Cult e Supremist.

Comentários

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  1. ::Andre::

    ora aí está uma banda que ñ conheço praticamente nada…

  2. PoisonGodMachine

    Bom, a capa está bastante à la Slayer dos tempos aureos. Mas ainda não tive o mínimo contacto com o álbum.

    A última coisa de que gostei deles também foi o Divine Intervention, estes últimos foram assim um pouco “naquela”.

    A ver vamos…