Stress de Bombos

Surgiu esta expressão, em conversa na semana passada, a respeito de músicas várias que nos deixam, de facto, em stress de tanto bombo que se ouve. No que me respeita, a expressão acaba por ganhar mais significado numa semana em que se completaram as sessões de bateria do «FÆMIN» (que pode continuar a ser acompanhado aqui) quando a quantidade de horas passadas a ouvir bombos, tarolas, timbalões e pratos é, no mínimo, significativa.

Não quero fazer aqui uma qualquer apologia relativa ao tempo que se passa em estúdio, muito longe disso, de facto até funciona como uma bem necessária reclusão. No entanto, depois de um post sobre castanhada, fiquei a pensar na forma em que esta estranha forma de música fica, de facto, entranhada em nós desde o primeiro contacto e continua, ainda, a acompanhar-nos uns anos mais tarde. Pensando nos primordios da “cena” e na quantidade de vezes que o «Scum» ou o «Live Corruption» passou pelos nossos ouvidos, não deixa de ser assinalável a relevância que tais sons continuam a assumir hoje em dia. É, assim, interessante relembrar, em plena semana do pós-choque da confirmação de Godflesh no amplifest, que também o Justin Broadrick figurava no elenco de adolescentes que criaram o «Scum». A partir do line-up que figura neste álbum, é muito fácil extrapolar e perceber a importância que certas mentes desempenharam no panorama musical underground dos últimos 20 anos, basta pensarmos em alguns nomes que neste blog já se falaram (Godflesh, Jesu ou Scorn) ou noutros não tão mencinados por aqui (Cathedral, Carcass ou Terrorizer) para confirmarmos isso mesmo. É uma constatação fácil, não é nova nem trás nada de novo, mas é sempre importante recordá-la. Porque sim.


(by Jeff Walker)

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