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Partimos de Beethoven e chegámos a Barn Owl

Também os Mono gostam de combinar mundos

 

Podemos concluir, portanto, que terminou a era do compositor, a era autoral, inaugurando-se a Era do Plagicombinador, processando-se uma entropia acelerada. (Tom Zé)

Quando comecei esta rubrica não sabia ao certo que compositores abordar nem como fazer as pontes entre música clássica e popular. No entanto, dois meses […]

De Steve Reich a GY!BE

I have no real interest in music from Haydn to Wagner.

Um casal está atrasado para um jantar. O homem vê a mulher a maquilhar-se e diz-lhe:
-Não percebo porque é que enches a cara com esses produtos.
-É para ficar mais bonita.
-Então porque é que não ficas?

Podemos dizer que o minimalismo […]

De Beethoven a Barn Owl, nem tudo é difícil

Hoje, vamos fingir que nada disto existe.

Not everyone can be an innovating genius.

Quando escrevi sobre Stravinsky, disse que nós, principalmente após o modernismo, damos demasiada importância à inovação. Desde então já deve ter dado para ver que também sofro um pouco desse mal, e este post vai servir para tentar fugir a esse tipo de […]

De Stockhausen a Aphex Twin

In the long run it will scarcely be possible to keep electronic music free of vulgarization.

Ora bem, peço desde já desculpa se este for o texto mais fraco da rubrica. Entrei no mundo da música electrónica com o pé esquerdo (ficando a perceber perfeitamente essa citação de 1958) e alheei-me completamente dela durante muito tempo, até lhe ter dado uma nova oportunidade há menos de 2 anos. Mesmo […]

De John Cage a Sun Ra

All audible phenomena = Material for music

4’33”. 273 segundos. Se o primeiro número parece familiar, é porque é provavelmente a obra mais famosa da música clássica dos últimos 70 anos. Já o segundo, é porque 273 graus negativos é o zero absoluto, a temperatura a que todo o movimento pára – incluindo, claro, as vibrações sonoras.
A inspiração para a composição desta obra partiu de uma visita de Cage a uma câmara anecóica, um espaço onde o eco e qualquer […]

De Stravinsky a Meshuggah

Stravinsky, por Picasso

Um bom compositor não imita; ele rouba.

 

Já que a semana passada foi dedicada a Schoenberg, esta semana pego num dos compositores que ele mais desprezava: Stravinsky. Se ficaram ambos na história da música, foi por motivos muito diferentes, acabando por ser o russo a conquistar o título de compositor mais famoso do século XX. Mas antes de sairmos da Europa Ocidental, e como prometido na […]

De Schoenberg a Peter Brötzmann

Arnold Schoenberg, auto-retrato

Se [a minha música] é arte, não é para todos, e se é para todos, não é arte.

 

Não gosto muito de Schoenberg. Não costumo ouvir recitativos nem canto lírico, as composições dele para piano parecem-me, na sua maioria, aborrecidas, e muitas das suas afirmações são de uma arrogância insuportável. Mas falar da arte do século XX e ignorar Schoenberg é a mesma coisa que escrever uma […]

De Beethoven a Barn Owl: Estagnar ou inovar?

 

Algumas pessoas acham que a música clássica é a única com valor artístico e que o resto é só entretenimento; outras acham que é um estilo com demasiadas regras e que acaba por soar tudo ao mesmo. Mas hoje em dia a própria distinção é difícil. De que lado fica o jazz? E os experimentalismos dos últimos 50 anos? Partindo do fim do período clássico, vou tentar traçar um percurso da música “clássica” do século XX, agora que se assinala o centenário de […]