Tattoo or not tattoo

Em algum momento da vida, tomamos a decisão de gravar na pele, de forma indelével, um desenho, uma foto, uma palavra, um símbolo ou um texto.
O que é que nos leva a tomar esta decisão?
Como e quando é que sentimos que é chegado o momento?
Para mim, a decisão final chegou algo tarde em relação à intenção (que tomei há, vá lá, uns 20 anos), mas chegou na altura em que me foi possível e em que senti que a ideia tinha amadurecido (mais do que) o suficiente em mim.
Como, suponho, acontece a toda a gente que o faz uma primeira vez, já tenho planos para uma segunda, até porque o suporte não falta, apenas o que faz o riscador trabalhar.
A decisão quanto ao desenho em si nunca foi um problema, porque nunca deixaria de ser de minha autoria, para que de alguma forma reflectisse um fragmento de mim, mas pergunto-me como faz alguém que, habitualmente, não desenha…
Neste caso a pessoa opta, claro, por um desenho realizado por outra pessoa. A identidade de quem faz esse desenho  (um amigo, um autor desconhecido ou, simplesmente, o que encontramos por aí) é relevante?
Porque é que opto por esta imagem específica e não outra, como é que escolho o que me é mais importante?
E em caso de indecisão, escolho, claro, um, dois ou três motivos que me dizem alguma coisa – mas porquê parar por aqui?
Porque não preencher-mo-nos completamente, para suprimir o nosso inquietante horror vacui?
Se não fosse por motivos financeiros, quando é que chegaríamos à conclusão de que já era suficiente e de que já tínhamos encontrado todos os desenhos que nos dizem alguma coisa e que gostaríamos de ter como nossos?
Vejo muitas pessoas com várias tatuagens de temáticas muito distintas e não consigo deixar de me perguntar como é que aquela pessoa se decidiu por tanta coisa, se ainda haverá mais a seguir e porquê.
Será que tudo é significativo, depende de várias fases na vida da pessoa ou, simplesmente, porque sim?
No fundo, o que é que uma determinada imagem nos diz de tão especial que a adoptemos como nossa e a queiramos transportar connosco para sempre?
E despeço-me da colaboração com o blogue da Amplificasom.
Obrigada pela oportunidade e pela paciência de quem me leu.