Thesyre: propagandartistas do Black & Roll.

Um dos meus “segredinhos” preferidos de todo o sempre desde que deambulo ciberneticamente são os canadianos TheSyre.
Filhotes estimados do Eric Syre, mais um habitante to continente norte-americano que andava já pelo underground desde os 90s a fazer artwork para bandas porreiraças e covers à rei de darkthrone e burzum que mais ninguém teve tomates de tocar e com um toque mecanicanóide, vão abastecendo o mundo dos vivos com regulares doses cavalares de block (black+rock, badum pscht) n’ roll mascarado com riffs viciantemente totalitário-meritocráticos canadianos (porque já não bastava o Canadá ser o equivalente a uma Noruega vitaminada com habitantes ainda mais parolos e mariquinhas).
Infelizmente não há grande oferta de ligações tutubianas, falha especialmente grave no que concerne a faixas do 1º álbum, as consideradas mais gostosamente divertidas aqui pelo escriba.
Já das famosas covers, só encontrei esta da Tomhet, o instrumental de myfirstcasio de 14 mins que remata o melhor álbum de sempre do black metal não-feliz (sim, o Hvis Lyset Tar Oss). Não é tarefa fácil pegar numa faixa minimalista e dar-lhe um toque rawk én rawl e manter o propósito e a atmosfera da inicial. Aliás, não é suposto verem-se versões minimalistas de canções originais mais mexidas?
O Duality e o Résistance (bem, o patriotismo quebequiano com letras exclusivamente em francês tinha de entrar a qualquer momento) trazem-nos pedras apetitosas e inconformistas, mas o Exist! é um momento à parte.
Pequeno manifesto, quer lírico quer musical, em que a banda sai do seu percurso de músicas visceralmente curtas e straight to the point para nos pregarem com Dois Tabefes (pun, lulz) de modo a acordarmos para a Vida.
Não que seja uma maravilha instrumental da Música em particular ou da Arte em geral. É um competente épico de 32:44 que tem os seus twists e estratos potentes, mas terá também os seus dulls moments. Para mim é um estranho caso em que letras e músicas estabelecem realmente uma relação simbiótica para passar a mensagem.
Mensagem essa que passa pelo deixarem de ser mariquinho-choramingas e/ou existencialisto-inúteis dependentes de outrém para agarrarem individualmente a vossa existência pelos cornos e, aproveitando o curto espaço de tempo que por cá se passa, retirar dela o melhor que puderem.
A letra completa é bem capaz de dar um ataque de comichão nasal ao colectivista totalitário que há dentro de vocês, mas aposto que ao nosso amigo Eric (o fulano é omni-presente nas webs – já o apanhei no legendário fórum do 1º site de Darkthrone, no soulseek, dc++, etc e é um bacano) só lhe faltaria ler um Mises ou um Rothbard para complementar o seu individualismo meritocrático com um libertarianismo à maneira.
Para rematar e ficar bem o cliché, a quadra final:

The only answer to the question
About the meaning of life
Our only goal in this vast universe
Is to use our time to the fullest
We’re alive but time’s running short
We will all die and so we must: Exist!

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