Tool + Mastodon @Wien Stadthalle 19/11

Já mete nojo. Este ano foi a triplicar. Tool x3.

Não sabia que a Tour passava pela Austria no período em que lá ia[mos] estar. Mas a Mel, qual promotora cultural, tratou logo de me informar :-)
Depois de um “passeio” pelo cemitério de Zentralfriedhof [O 2º maior da Europa] e uma escapadela até ao Christkindlmärkte em Rathauplatz, mesmo em frente à camarâ municipal, dirigimo-nos para o Stadthalle na esperança de arranjar bilhetes. E lá arranjamos para a zona das cadeiras, que é assim num formato tipo anfiteatro. Aparentemente a plateia estava esgotada.
As restrições impostas para o concerto no Atlântico relativamente à entrada de máquinas fotográficas mantiveram-se. O que não se manteve, felizmente, foram as intermináveis filas de espera. Chegamos quase em cima da hora e entramos a tempo de ver tudo. A eficiência no processamento de cada indivíduo foi infinitamente superior. Também é certo que a minúcia não foi a mesma, mas de qualquer maneira consegui entrar com a máquina nas duas ocasiões. O problema foi depois. Durante a actuação dos Mastodon, o flash disparou-se acidentalmente. Uma gajo ali na zona das cadeiras está mais exposto e lá apareceu um segurança a informar que não era possível tirar fotos com flash e que teria que levar a máquina. Eu lá o tentei convencer de que o flash não tinha disparado mas não adiantou. Pelo menos convenci-o a levar apenas a bateria, não fosse acontecer alguma coisa.
Curioso foi o anúncio transmitido através dos altifalantes antes do início dos concertos que, para além de informar da proibição do uso das máquinas, informava que não era permitido moshing nem crowd surfing :-s E o som que saía dos altifalantes até estava melhorzinho do que aquele a que os Mastodon tiveram direito! Pelo menos era mais perceptível. Tiveram um som bem pior do que o do Atlântico, parecia que estavam a tocar a um canto da sala… eles merecem melhor, oh senhores! Além de que a reacção do público foi bastante frouxa. As poucas almas que os viram no Atlântico faziam mais barulho do que o stadthalle cheio. Fica a mesma esperança de que eles venham para o ano como headliners.
Quando os Tool entraram em palco o público fez-se ouvir. Mantendo sempre uma atitude de contemplação perante tudo o que era emitido do palco e respeitando o que fora pedido, não houve mosh. Como é costume, a actuação dos Tool foi imaculada em termos de profissionalismo. A postura do costume, com um som excelente, uma sincronização perfeita entre imagem e música e a inclusão da Swamp Song e da Wings of Marie part 1 e 2, penso que em detrimento da The Pot e da Sober. Foi a partir da Wings que começaram com o espectáculo de laser e com um jogo de luzes mais interessante. Foi um dos momentos da noite. Uma experiência sensorial extraordinária.
Desta vez o Maynard não iniciou a actuação com a máscara colocada, mas colocou-a para as últimas 2 ou 3 músicas, enviando um comentário do tipo “You like your smoke a lot, but I like my throat the most”. E no fim, lá ficou a promessa do regresso à Austria no Verão.

Comentários

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  1. ::Andre::

    Eu no domingo recebi uma chamada estranha mas como só ouvia barulho ñ posso confirmar, o Crestfall pode muito bem ter sonhado :P

    Bem, ao menos graças ao profissionalismo austríaco (olá MnC) viste os concertos todos. Por outro lado essa de se ter que ver o concerto quietinho….

  2. Crestfall

    Chamada estranha? Não sei a que te referes :-)

    É que foi uma diferença tremenda. Muito mais gente a controlar e revistas muito mais rápidas.
    Teve-se bem, sentadinho. O pessoal na plateia ainda se ia mexendo, mas não muito.

  3. ::Andre::

    Ñ me refiro ao facto de o teres visto sentado pois essa foi a tua opção. “Condeno” é o facto de ser proíbido moshar e fazer crowd surfing, só vai para lá quem quer e faz parte da espectáculo.

  4. Crestfall

    Isso de ser proibido… Se eles quisessem fazê-lo tê-lo-iam feito. Estavam numa de contemplar :-)

  5. Melancolia

    Impresssionante o espírito ordeiro daquela malta… Foi muitíssimo aborrecido assistir sentada ao concerto, eu e o Crest quase partíamos as cadeiras :)