Vêm ver ou vêm viver?

À medida que observo o mundo desde a janela do sexto andar de uma faculdade chata situada na Avenida de Berna há duas coisas que me passam pela cabeça. A primeira é a de que não devia, definitivamente, ter comido a sandes de pasta de frango que acabo de tragar como se fora um etíope; a segunda é a de que faltam menos de 48 horas para seguir viagem até ao magnífico Porto, que acolherá nova edição do Amplifest já este fim-de-semana. Na memória estão ainda as actuações dos Oxbow e dos Bohren & Der Club Of Gore, no ano passado (não falo dos Godspeed porque são demasiado mainstream), e as tardes e noites passadas a percorrer a cidade de lés-a-lés na busca de uma cerveja ou de um restaurante com televisor, sem falar no salutar convívio entre melómanos da mesma estirpe – isto é, não-tão-metaleiros – e nas saudosas chamadas esperando uma companhia na viagem de regresso porque voltar para o sul sozinho é uma tristeza ainda maior. Adiante: 2013 verá os Body/Head, da GILF Kim Gordon, estrear-se em Portugal, juntamente com a bonita música e bonito rosto de Pharmakon, o black metal hipster dos Deafheaven e o pós-rock dos Year of no Light, para não falar de Evangelista, dos nossos Macumbas (que se espera que desta feita façam toda a gente tirar a roupa, já que no Out.Fest a malta era bastante tímida), de Chelsea Wolfe e da banda surpresa que nos está reservada (por acaso já sei quem é, mas não vou arruinar o mistério). Sábado e Domingo o Hard Club voltará a encher-se de gente em busca de um fix musical. Vêm ver ou vêm viver?

Paulo Cecílio em grande, para variar. Aqui no Bodyspace.

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