Vide o que deu à costa

A Fiona e a Madison parece que ainda agora se juntaram. Aliás, deram o primeiro concerto ainda anteontem. E também não há fotos. Graças à Internet, dou por mim a desejar que a Zé dos Bois as recrutasse para fazer a primeira parte do concerto do Onddas. Não terão um Zach Hill na bateria. Todavia tem carradas de energia para dar e vender.

A música das Coasting consiste em riffs distorcidos, com ascendência na surf music, no fuzz-rock, no psychobilly, no garage sujo, completados por uma bateria com um amor/ódio (só pode ser, pela forma como os ataca) pelos címbalos. Não estamos em território Stripes/Black Keysiano, pois não parece haver resquício de proficiência técnica aqui. As Coasting aparentam existir com o desvario e abandono da posição estática em mente.

É verdade que este som poderia ter aparecido desde há muitos anos. Felizmente para as Coasting, enquanto houver gente com vontade de experimentar este lado avariado e anfetaminado do rock, as suas músicas continuarão a fazer todo o sentido. Toca a aprender os riffs. São bem simples.

Vêm de Brooklyn.

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