Videoclips

Há coisa de um mês, M.I.A. foi censurada um pouco por toda a parte – youtube incluído – porque fez um vídeo supostamente muito violento. Nele, pessoas ruivas (ginger, como são conhecidas nos países anglo-saxónicos e vítimas de quase xenofobia) eram violentadas de todas as formas, dando a entender que acabavam mortas. Ou pelo menos em muito mau estado.

Fazendo um contraponto com o novo vídeo dos Porcupine Tree (visível aqui: http://www.roadrunnerrecords.co.uk/porcupinetree/bonnie/), onde é que nós já vimos isto? Em todos os trabalhos do Adam Jones para os Tool, talvez?

Só quero chegar a um ponto com duas propostas tão distintas: será que ainda existem bons clipes? Ou será que o excesso imagético e de informação no nosso mundo está a levar a que apenas pontos extremos e chocantes sirvam para prender a atenção do espectador? Ou então, a reciclar obras e coisas que admiramos, em vez de tentar conceitos e abordagens diferentes para a coisa.

Os 15 minutos de fama que o Warhol previu há uns anos já se esgotaram. Todos nós podemos tê-los facilmente. Será que a imagem em movimento vai regredir até ao ponto de perder impacto e deixar de fazer sentido? Ou haverá uma forma de se mudar e restabelecer o poder de um bom video clip, de uma boa instalação, em que o choque ainda é choque e o belo é belo, sem ambos serem banais ou produtos reciclados?

PS – fritanço das cinco da tarde, depois de ver um vídeo da Katy Perry a anunciar que as pessoas podem fazer-lhe perguntas através do youtube. Lá se vai a ideia de que aqueles que admiramos são inatingíveis, intocáveis, o que seja. E eu gostava dessa ideia.

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