Visão DOOMundo: Dubstep & Glitch

Para sair um pouco da temática Rock & Metal e porque gosto de me manter sob um espectro ampliado, eis uma bela oportunidade para divulgar a minha recém-obsessão musical: Dubstep e/ou Glitch.

Se o dubstep já se trata de um conceito minimamente conhecido, o mesmo não se pode dizer acerca do glitch, sendo que o mais interessante é a fusão de ambos, resultando em algo minimamente complexo designado por glitch-hop. Mas enfim, são tudo meras etiquetas!

Foi através da série Breaking Bad, nas variadas cenas do cozinheiro discípulo Jesse Pinkman, que comecei a despertar interesse nesta onda musical, uma vez que surgem diversos ritmos dubstep. Para além desta influência, também o meu gosto e curiosidade pelo parkour contribuiu para explorar ainda mais a onda.

  Bassnectar – Underground Communication (2007)

Sem dúvidas o meu álbum preferido de dubstep. Com muita influência breakbeat e glitch. Depois de conhecer este álbum, acabei por me render e incluir este género musical no meu dia a dia. Como o próprio nome do álbum o indica, trata-se de um som derivado do mais profundo underground, com vocal oriundo de algures entre o dub e o hip-hop. É um daqueles álbuns apropriados para os meus momentos “irrequietamente positivos”. Dá-me uma séria vontade de sair de casa e entrar num percurso parkour pelo bairro fora (obviamente vão me confundir com um assaltante e levo uma bela porrada por causa disso….).

 Heyoka – Marklar (2010)

Aqui a onda é puramente glitch. Para quem não sabe e tem preguiça de pesquisar o que é, o glitch trata-se de um estilo musical electrónico que se baseia na reprodução de erros digitais, electrónicos e analógicos em padrões rítmicos. Este técnica musical é então aplicada sob outros tipos de música tais como o hip hop e o dubstep. Este álbum é electronicamente arrastado, a minha visão DOOM dispara o alarme sob o ritmo pausado e lento deste som electrónico. É talvez a minha maior recomendação musical dentro do mundo electrónico.

E é esta a minha recomendação musical electrónica desta semana bitches!

Comentários

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  1. Andre

    Chegaste a esses discos pela série? Confesso-me uma grande fã da mesma, mas não me lembro de qualquer referência musical e gostava.

  2. philtrips

    André, não cheguei a estes discos pela série. Durante algumas cenas do Jesse Pinkman passavam ritmos dubstep que eu curti e depois, através de pesquisas e também algumas tentativas falhadas, acabei por encontrar e gostar de diversos álbuns, entre eles estes dois. Uma das cenas do Jesse Pinkman em que passa um dubstep arrastado fod*do é num episódio da última temporada em que ele está na casa toda grafittada com pessoal todo drogado desconhecido.

  3. Andre

    Fala-me dessas tentativas falhadas para te sugerir (ou não) alguns discos de dubstep. E, já agora, por curiosidade, no Amplifest ficaste para Drumcorps?

  4. philtrips

    Fiquei para Drumcorps mas não a totalidade do concerto. Gostei do que ouvi mas precisava de ouvir mais em casa para entender melhor o som. Não te sei dizer muita coisa sobre as tentativas falhadas, uma vez que ia ouvindo no youtube e só o que me interessava mesmo eu ouvia o álbum, mas posso te indicar outros nomes que também curto e que me direccionaram para estes 2 álbuns: Mimosa, DZ, eDIT, Scorn, Kraddy, Burial e Boreta.
    Manda aí sugestões André!

  5. Pedro Nunes

    Sugestões Dubstep (porque depois existem carradas de variações):

    Shackleton (incluindo a colaboração com Pinch).
    Kode9 & The Spaceape
    Boxcutter
    Scuba
    Zomby
    Benga
    O próprio Scientist é rei destas cenas.

    Os volumes de “Dubstep and Future Dub” são obrigatórios – via Soul Jazz

  6. Filipe Santos

    Obrigado Pedro, depois dou-te um feedback das tuas dicas. E já agora, se ouvires estes álbuns que eu indiquei, diz o que achas!

  7. Pedro Nunes

    Irei ouvir certamente as tuas sugestões.

    O Dubstep é uma espécie de máquina com vários tentáculos, desde o que referes do Glitch, até ao Future Garage.

    O tal som lento que falas, e que faz todo o sentido que incluas na tua coluna DOOM, é realmente uma das característica que torna este som diferente, aliando à negritude urbana do mesmo.

    Talvez um dia surja por aqui na Amp alguma discussão sobre o Dub, que apesar de já ter uma longa história, alguns discos soam super atuais e vibram literalmente com o nosso corpo. A influência deste estilo abarca tanto a malta do Dubstep (com a cena Inglesa dos clubes), como alguma música experimental, um dos exemplos são os Excepter.

  8. André

    Pedro, já houveram discussões de dub por aqui. Assim de repente lembro-me até dum texto do João Santos sobre Kode 9. De qualquer maneira, estou curioso para saber a opinião do Filipe dos discos que sugeriste, fiquei com ideia que não é este tipo de som que ele procura.