Where We Begin: os Mono estão de volta!

Temos tantas saudades deles como vocês, mas animemo-nos: os Mono regressarão às edições ainda este ano – com não um, mas dois álbuns a serem lançados no dia 28 de Outubro. Enquanto The Last Dawn e Rays of Darkness não estão cá fora, a faixa de avanço “Where We Begin” pode ser ouvida aqui: Stereogum.

Amplifest 2014: timetable and day tickets next thursday and friday

Artwork by André Coelho

Next thursday starts the countdown to the next AMPLIFEST edition, we’ll be one month away from the most special weekend of the year and we simply can’t wait! In order to celebrate it, next thursday September 4th we’ll announce the timetable of the first day and on friday we’ll announce the second.

Day tickets will be respectively available on both days ONLY at Amplistore. Please note: there are ONLY 200 day tickets available so if you really can’t spend the weekend with us don’t wait to much time.
While we wait, let’s remember last edition’s timetable – picture above. It was special, wasn’t it?

<3

Na próxima quinta-feira estaremos exactamente a um mês do fim-de-semana mais esperado do ano. Em jeito de celebração, na quinta anunciaremos os horários do primeiro dia (Sábado 4 de Outubro) e na sexta do segundo (Domingo 5 de Outubro). Os bilhetes diários também serão postos à venda APENAS na Amplistore e p.f. tomem nota: só há 200 bilhetes diários, se não podem mesmo viver o fim-de-semana connosco então não adiem e tratem disso o quanto antes.
Enquanto esperamos, relembremos os horários da edição de 2013 – imagem em cima. Foi especial, não foi?

Ben Frost: A suspensão da descrença


Frost transporta o ouvinte através de uma sinuosa deambulação por entre abismos sensoriais, ora atraído ora repelido por forças antagónicas (o deserto da Austrália e o gelo da Islândia?) que formam um equilíbrio instável e particularmente difícil de descrever. Películas queimadas de ficção científica. Contos tenebrosos de Edgar Allan Poe. Tecnologia “orwelliana”. Distopias de selectividade genética (“Venter”, na senda de Craig Venter). E os instantes sublimes, em crescendo, da faixa “Secant”, capaz de iluminar as demais fendas de um álbum complexo que implica poder de choque e versatilidade.

in Bodyspace

To Be Kind: the history of the artwork

The Quietus: Can you explain to me the history of the artwork and how you finally managed to secure it from Bob Biggs?

Michael Gira: Bob Biggs was a dashing figure – he was a rather handsome man actually – that I knew in Los Angeles during the punk days, probably in 1977 or 78. He was an artist and attended a performance or a happening. He arrived with a full-sized heifer cow in the back of a trailer truck, and let it into the Masque Club, and walked it around, and it took a shit on the floor. Then he took it out and left, and that was his performance. But he also was a painter and a draftsperson, and he did these great baby head paintings. They looked a bit like the Gerber baby logo but a whole series of different babies, and I was always struck with them. They just seemed like icons of some obscure religious cult or something, but they always stuck with me, and I could never figure out what they meant – I’m not sure I can now – but they just seemed like sentinels or flags that were waving the way towards something.

I asked him in the early 80s to see if I could use those images for an album, and he was just flat out, ‘No’. And I guess time’s passed, and I contacted him again because I was just flummoxed about what should be a good image to accompany this album, and he said yes. In his artwork, it’s on a black piece of paper, drawn on an oil pastel on a black piece of paper. But I cut them out, and they’re printed now in the commercial release of the album [on the CDs and LPs] on cardboard stock, on matt cardboard stock, like Children Of God was released. So these colorful baby heads will be on this raw, unprinted cardboard, and embossed so they stick up, and really glossy. Almost like a little poker chip you could pull off… and there are six panels.

“De tempos a tempos vemos surgir uma banda capaz de romper com qualquer barreira de género, de ascender de forma notável por entre as definições.”


Há algo na música dos Pallbearer a que fica difícil apontar o dedo mas que parece ser o que no fundo faz tudo isto resultar. A verdade é que esta aparenta possuir um carácter quase feminino e que lhe está bem intrínseco. Há uma suavidade inerente à maneira como encaram o doom metal, algo que tem tanto de método como de misterioso. Da capa ao conteúdo, “Foundations of Burden” assume-se como parte do espectro dos sonhos, daqueles que falam acima de tudo ao coração.

in Ruído Sonoro

This Is My Sermon: M Gira Of Swans Speaks To John Doran

Jennifer Church


So, what motivated you and what inspired you at day one?

MG: I don’t know, and I still don’t know, but I know I need to make things happen, and that’s, you know, what I wanted to make happen. It’s sort of an existential demand. I’m not happy unless I’m making art or music or something, and I don’t have any current sense of being a whole human being unless I’m actively involved in making something.

What a pleasure, nice interview with the one and only Gira. The Quietus

Amplifest 2014: o André esteve à conversa com a Lusa

Artwork by André Coelho

O que podemos esperar do Amplifest este ano?
Desde o início, em 2011, o Amplifest tem sido uma aventura ímpar. Durante três edições, tivemos a alegria de partilhar muitos momentos inesquecíveis: um dos primeiros concertos de Godflesh desde a reunião da banda; o há muito esperado re​gresso​ a Portugal dos Godspeed You! Black Emperor; a estreia no nosso país de bandas em crescente afirmação como Amenra, Bohren & Der Club of Gore, Deafheaven, Ufomammut, Chelsea Wolfe e tantos outros (lista injusta de se fazer, confesso); as exposições no mainfloor do Hard Club; as Amplitalks tão genuínas; a partilha de momentos entre público e músicos, sem barreiras de qualquer espécie, fazendo estes questão de estar com os fãs e assistir a outros concertos… É essa a essência do evento e mesmo assim estes são apenas alguns exemplos – acreditamos que cada um que lá esteve trouxe consigo as suas memórias e acreditamos ainda mais que quem nunca esteve juntar-se-à a nós neste ano. Será a edição mais ambiciosa até à data: um cartaz exigente, arrojado e ecléctico como nunca, um evento de e para melómanos. O primeiro fim-de-semana de Outubro vai-nos deixar marcas a todos. Sabes, não é por acaso que no próprio artwork do festival temos um coração no centro: mais do que nunca, esta é uma edição que fazemos com o peito, é uma edição que nos sai completamente de dentro.
Em relação ao alinhamento, a nossa ambição é evidente: juntar os históricos e influentes como os Swans e Cult of Luna a uma lenda viva como Peter Brötzmann, trazer nomes incontornáveis como os Wovenhand, outros que têm contribuído para alargar as fronteiras dos géneros musicais como o génio Ben Frost, os Yob, Urfaust, Wolvserpent e Pharmakon, e outros que revelaram estar entre as vanguardas dos sons que praticam, como é o caso de Marissa Nadler, Pallbearer, Hexis, Black Shape of Nexus, Conan e Alhousseini Anivola.
Para além disso, vamos apostar num Amplifest a três palcos, com algo que não se pode resumir a música: filmes, exposições, conversas e debates com os artistas envolvidos, um mainfloor do Hard Club cheio de discos e um ambiente íntimo, de partilha entre os artistas e todos os que se decidirem a partilhar desta experiência connosco. Acho justo dizer que não é uma ambição que queremos guardar para nós. Partilhar algo tão especial tem sido sempre o que nos guiou e continua a ser tónica neste quarta edição do Amplifest.

Que diferenças encontram entre o que foi organizar o primeiro e a edição de 2014?
É importante falhar, aprender todos os dias, só assim evoluímos. Edição após edição, temos crescido imenso e acredito sinceramente que temos um evento único, distinto e bem especial neste canto da Europa. Continuamos a mover-nos pela paixão e a nossa própria necessidade de superação está sempre presente e a servir de mote, mas somos hoje uma organização com outra maturidade, consequência natural de quem reconhece os seus erros, se dedica imenso e está sempre disposta a aprender com tudo e com todos. ​
​Ainda que tenhamos uma tendência para nos concentrar nas críticas negativas ( ​mas​ construtivas, claro), nunca me vou esquecer de duas frases da tua crítica ao primeiro Amplifest: a primeira era algo como “terminado o Amplifest podemos dizer sem hesitações que é um exemplo a nível nacional, para tudo quanto for produtora, em termos de organização.”; e a crítica rematava com um “Não é o melhor festival de sempre, mas talvez seja a melhor primeira edição de sempre de um festival”. Para uma primeira edição, vindo de alguém que está presente nos festivais europeus mais conceituados, foi mesmo importante este reconhecimento.

Em termos de parcerias o festival continua igual?
Lamentamos que o Departamento da Cultura do Porto e o respectivo Vereador ignore os nossos contactos, lamentamos mesmo. Após oito anos como promotora a oferecer tanto à nossa cidade, a trazer pessoas de todo o país e de toda a Europa, pessoas essas que nos confessam que vêm motivadas pelos nossos eventos visitando assim o Porto pela primeira vez, não pedíamos mais do que um “obrigado”. Nunca iríamos pedir para assumirem as nossas responsabilidades, nunca iríamos pedir dinheiro, fazemos isto porque a tal paixão ​ ​continua a mover-nos e porque a energia do público com quem nos cruzamos nos contagia. Ainda assim, não tivemos qualquer oportunidade de explicar à autarquia como queríamos colaborar porque, lá está, não obtivemos qualquer resposta aos vários contactos efectuados. É triste, mas longe de nós querer fazer disto qualquer tipo de bandeira, toco no assunto apenas porque perguntas e acredito que é importante que as pessoas saibam que não temos qualquer apoio. Mais importante ainda é continuarmos focados no nosso caminho e, edição após edição, fazer melhor do que a anterior. A cada ano que passa, as pessoas dizem-nos que é o melhor cartaz de sempre e é esse o melhor apoio que podes ter:

Fazem ideia da proporção de estrangeiros que vão ao Amplifest?
A Amplificasom pode ser muito coração e muito DYI, mas somos muito dedicados e profissionais. Damos muita atenção aos números, parte do sucesso da nossa sustentabilidade advém daí. Desde que implementamos a Amplistore, em 2012, que sabemos exactamente de onde vêm as pessoas, que eventos repetem, que eventos mais vendem logo que estilos musicais mais procuram… Aliando essa informação ao nosso tipo de programação que, como sabes, é ecléctica mas também coerente e desafiante, então temos um Agente Cultural (porque acreditamos mesmo que não somos apenas uma promotora – também editamos, agenciamos, produzimos, fazemos curadoria e até quem nos diga que também educamos) sustentável e independente. No Amplifest 2013 tivemos cerca de 30% de estrangeiros, da vizinha Espanha até à Rússia passando pela França, Itália, Alemanha, Inglaterra, Suiça, Finlândia e Suécia. Sentes que estás a fazer um bom trabalho quando motivas não só aquele miúdo que poupou durante meses para poder viver este fim-de-semana connosco como alguém vem de tão longe como São Petersburgo e que gastou um dinheirão em transportes, alojamento e refeições (lá está, na nossa cidade) para aqui estar.

Em algum momento pensam que vão ter de passar a usar um espaço maior do que o Hard Club?
A primeira edição teve lugar apenas no Hard Club, na segunda passamos pelo Passos Manuel e pela Sé, no ano passado ​​o Mercedes, este ano vamos ter concertos no Gare… Temos uma série de ideias e espaços para fazer crescer o Amplifest de forma saudável, mas a acontecer no Porto – sempre quisemos que o Amplifest fosse completamente flexível portanto quem sabe um dia não experimentamos outra cidade – ​ ​o Hard Club será sempre o coração do evento.

Ainda longe do próximo ano, mas o Amplifest vai continuar?
O público decide, literalmente. Analisando o mais friamente possível, temos um evento que tem de ser vendido exactamente ​n​aqueles dias e se o resultado não for positivo não há como transportar o stock de volta ao armazém. Só temos uma hipótese e temos de dar o melhor de nós para que esta seja mais uma prova superada, tudo fazer para que seja um sucesso, mas não tendo o Amplifest qualquer income extra bilheteira e sendo a nossa pequena equipa composta por elementos com empregos humildes, não temos como continuar em caso de insucesso. Adoramos isto, muito mesmo, e acredito do fundo do coração que somos um dos poucos exemplos em toda a Europa que se dedica a organizar um evento desta envergadura e exposição sem qualquer ajuda ou apoio, mas para continuar precisamos de todos. Fica o convite a quem lê estas linhas para, nos dias 4 e 5 de Outubro, viverem o Amplifest 2014 connosco. E não, não é um festival, é mesmo uma experiência.

YOB: CLEARING SPACE, DIGGING DEEP

James Rexroad


YOB have never shied from the big questions. Throughout their 18-year career, the Oregon band have made a name for themselves by lacing speculations on quantum physics and God into their mountainous, roaring doom metal. They’re known for records that crawl toward an hour on a track listing just four songs long. They’ve sampled philosopher Alan Watts on multiple albums, including their last full-length, Atma, fitting snippets from his lectures into pauses in the noise. Among metal’s often tongue-in-cheek images of blood and guts, YOB stand out with a sincere yearning to explore cosmology, philosophy, even religion. Their live shows aim for a kind of transcendence, for a temporary community forged around the music’s sheer size—church, only louder.

While we wait for October 4th, read the full Noisey interview here. You’ll have a good time.