Russian Circles: uma semana depois e já temos saudades

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade


Mesmo que permaneça na memória o momento em que uns desconhecidos Russian Circles se estrearam em Portugal, ou a ocasião em que encerraram uma das edições do mágico e incomparável Amplifest, este terá sido o momento em que mais se suspirou para que “Youngblood” não fosse o aceno final da despedida.
in Ponto Alternativo

Na impossibilidade de escolher um momento alto porque, na verdade, a intensidade foi igual do início ao fim, o encore com Youngblood foi o final perfeito para um concerto irrepreensível. Tal como todos os concertos da banda.
À saída contavam-se os concertos de Russian Circles que já se tinham visto. Quatro, cinco ou mesmo seis, para alguns. E este foi igualmente bom. O melhor sinal de que já não podemos passar sem eles é pensar que podiam voltar já para a semana que lá estaríamos novamente, a viver as coisas com a mesma vontade e expectativa.
in Arte-Factos

Os Russian Circles regressaram a Portugal esta quinta-feira, para um concerto arrasador no RCA Club, em Lisboa. Mas a sala de espetáculo, perfeita para o som inigualável do trio norte-americano, rapidamente se tornou pequena para o número elevado de fãs que os esperavam. Afinal, de concerto para concerto – sempre únicos –, os Russian Circles têm vindo a aumentar o número de admiradores, ou não fossem eles irrepreensíveis, seja ao vivo ou em estúdio.
in Palco Principal

No final, a sensação era de coração cheio, depois de uma noite num ambiente familiar e de envolvência única. Sentimo-nos acolhidos nos acordes melódicos e sombrios dos Russian Circles e no final foram muitos os que ficaram à conversa com os elementos do trio.
in Ruído Sonoro

Saímos do RCA felizes, vimos um excelente concerto, mais uma excelente noite com selo da promotora Amplificasom, fizémos amigos novos e falámos com conhecidos com os quais já não falávamos há meses. Uma quinta-feira feliz, pois não é todos os dias que se vê os Russian Circles e se pode falar com Brian Cook (também membro dos Botch e dos These Arms Are Snakes) sobre música e outros encantos.
in WAV

Dificilmente existirão muitas bandas capazes de conseguir uma ligação tão intensa com o seu público sem dizer sequer uma única palavra desde o momento que entram e abandonam o palco, a música quando é de outro mundo não precisa de mais nada.
in Notas à Solta

Poucas horas antes de começar, fora anunciado que o concerto de Russian Circles se encontrava esgotado, dando a prever um RCA Club a abarrotar para receber a banda de Chicago. Sendo já uma presença regular e muito acarinhada por terras lusas, a casa estava a rebentar pelas costuras e com as expectativas na mó de cima.
in Festivais de Verão

Uma noite repleta de melodias pesadas, mas que, ainda assim, demonstrou que os Russian Circles têm muita paixão a correr nas veias.
in Strobe

AMPLIFEST 2015

Design by Micaela Amaral

Design by Micaela Amaral


O Amplifest chega à sua quinta edição. O que começou como um sonho é agora uma realidade estabelecida, e que leva centenas de melómanos a deslocarem-se ao Porto para viver esta experiência. Não é mais um festival – o Amplifest é o evento que resume toda a filosofia da Amplificasom num fim-de-semana que se pretende único e irrepetível. Quem já nos visitou está ciente do que falamos: a atmosfera íntima e familiar entre melómanos e músicos, as colaborações impromptu nos palcos, a descoberta de uma nova banda preferida, a troca de impressões nas Amplitalks e, principalmente, todas as memórias que se criam e se enraízam.
O compromisso do Amplifest com a arte e com o enriquecimento cultural é inquebrável, e o alinhamento é seleccionado nesse sentido: eliminando o que é supérfluo e exaltando o ecletismo, a vanguarda e o talento. O Amplifest regressará ao Hard Club, na cidade do Porto, nos dias 19 e 20 de Setembro. Aí nos juntaremos, como uma família. A família em que nos tornámos e na qual todos são bem-vindos. Prometemos mais uma edição inesquecível. Até já*

Amplifest reaches its fifth edition. What once started as a dream is now an established reality; one that leads hundreds of music lovers to Porto in order to experience it. It’s not one more festival – Amplifest is the event that sums up the whole philosophy of Amplificasom in a weekend that is intended unique and unrepeatable. Anyone who has visited us before is aware of what we’re talking about: the intimate atmosphere between music lovers and musicians, the impromptu collaborations on stage, the discovery of a new favorite band, the friendly discussions at the Amplitalks and, especially, all the lasting memories that are created.
The commitment Amplifest has with culture and art is unbreakable, and the lineup is curated accordingly: leaving aside the superfluous and exalting eclecticism, innovation and talent. Amplifest returns to Hard Club, in Porto, in the weekend of September 19 and 20. There we’ll gather as family. The family we have become and to which all are welcome. We promise you another unforgettable edition. See you soon*

CONVERGE

1049a1b5d9abe1bbbcf82421b9e733b70Experimental hardcore pioneers Converge excel in two fields that sometimes seem impossible to reconcile: their music portrays the most raw and visceral kind of emotions, particularly when it comes to frontman Jacob Bannon’s heartfelt vocal delivery; but it is also a ferocious display of technical ability – just listen to Kurt Ballou’s explosive guitar intricacies or Ben Koller’s powerful and awe-inducing drumming. Their latest album All We Love We Leave Behind has been widely regarded as one of the best in their 25 year career, and sits rightfully beside other timeless classics such as the groundbreaking (and heartbroken) Jane Doe or the massive collaborative effort Axe to Fall. You can expect a comprehensive career-spanning set in Converge’s long awaited debut in Porto, which will take place at the next edition of Amplifest. Absolutely unmissable!

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Os Converge, pioneiros e mestres do flanco mais experimental do hardcore, destacam-se em dois campos que, muitas vezes, parecem de impossível conciliação: a sua música ferve da mais crua e visceral emoção, especialmente quando falamos da entrega vocal do frontman Jacob Bannon, mas é também uma feroz demonstração de capacidade técnica – ouçam-se os explosivos emaranhados da guitarra de Kurt Ballou ou ou a supersónica prestação de Ben Koller por trás do kitde bateria. All We Love We Leave Behind, o mais recente álbum, foi amplamente considerado como um pináculos de uma carreira de 25 anos, apresentando-se ao lado de outros clássicos indiscutíveis como o historicamente inovador Jane Doe ou o colaborativo Axe to Fall. Para a sua muito aguardada estreia na cidade do Porto, os Converge subirão ao palco do Amplifest para um concerto representativo de toda a sua essencial discografia. Imperdível!

AMPLIFEST @ FACEBOOK

+ INFO WITHIN THE NEXT DAYS!

Duas semanas para God Is An Astronaut

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GOD IS AN ASTRONAUT + QUELLE DEAD GAZELLE
3-05-2015, DOMINGO
HARD CLUB, PORTO
PORTAS 20:00
INÍCIO 21:00

Evento Facebook

GOD IS AN ASTRONAUT + KATABATIC
4-05-2015, SEGUNDA
ARMAZÉM F, LISBOA
PORTAS 20:00
INÍCIO 21:00

Evento Facebook

Os bilhetes estão disponíveis online na AMPLISTORE (ambas as datas) e nas lojas Hard Club, Louie Louie, Matéria Prima, Piranha, Black Mamba e Bunker Store (concerto do Porto) e Carbono Amadora, Carbono Lisboa, Glam-O-Rama, Flur e Vinil Experience (concerto de Lisboa). Os bilhetes podem também ser reservados através de reservasgiaa@gmail.com.

Toda a info aqui!

Church of Ra: foi há um ano

Faz hoje um ano desde que a Church of Ra passou pelo Hard Club para pregar o seu negro evangelho. A noite contou com os gigantes Amenra à cabeça e ainda com os Treha Sektori, Oathbreaker e Hessian. Foi especial, muito especial. Que voltem em breve!

 

Maria Louceiro

Maria Louceiro

Maria Louceiro

Russian Circles ESGOTOU: assim foi

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

HelmsAlee24

Cláudia Andrade

Cláudia Andrade

MONO: a tour que os traz cá começa hoje!

Emi Kanazawa

Emi Kanazawa

Depois dos concertos no Porto em 2010 e 2013, a Amplificasom volta a apresentar os MONO em Portugal, desta feita numa data dupla. Os dias 5 e 6 de Maio verão a banda subir aos palcos do RCA Club (Lisboa) e do Hard Club (Porto) para apresentar os dois aplaudidos álbuns lançados simultaneamente no ano passado — e que ouvimos em exclusivo no passado Amplifest: o luminoso The Last Dawn e o lúgubre Rays of Darkness.

A tour começa hoje e cada dia que passa é um dia mais perto de nós.

Toda a info/ bilhetes aqui.

Katabatic de regresso ao Porto já este mês

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Antes de se juntarem ao God Is An Astronaut (4 de Maio, Lisboa) e de se apresentarem no Dunk! Festival, um dos mais prestigiados eventos dedicados ao post-rock (15 de Maio, Zottegem, Bélgica), os Katabatic regressam ao Porto para um concerto no cada vez mais recomendável Cave 45.

A data é fácil de memorizar: 25 de Abril. A acompanhá-los estarão os Before and After Science  e o DJset pós-concertos ficará por conta de mais uma Amplimix.

 

 

Russian Circles: “sentimo-nos muito bem acolhidos logo desde o início”

Homepage (Duplicate) (Duplicate)

 

 

Todos os concertos no Porto foram agenciados pelo nosso amigo André (Amplificasom), o que também fez com que tocar em Portugal fosse uma experiência muito agradável. O público aí tem sido muito leal e apoia-nos imenso. Além disso, adoro passear nessas cidades; não há outro lugar na Terra que se lhes compare.

A entrevista completa ao Arte-Factos pode ser lida aqui.

Os Russian Circles passam por Lisboa já na próxima quinta feira e será incrível como sempre. Até lá!

 

 

God Is An Astronaut: falta um mês

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GOD IS AN ASTRONAUT + QUELLE DEAD GAZELLE
3-05-2015, DOMINGO
HARD CLUB, PORTO
PORTAS 20:00
INÍCIO 21:00

Evento Facebook

GOD IS AN ASTRONAUT + KATABATIC
4-05-2015, SEGUNDA
ARMAZÉM F, LISBOA
PORTAS 20:00
INÍCIO 21:00

Evento Facebook

Os bilhetes estão disponíveis online na AMPLISTORE (ambas as datas) e nas lojas Hard Club, Louie Louie, Matéria Prima, Piranha, Black Mamba e Bunker Store (concerto do Porto) e Carbono Amadora, Carbono Lisboa, Glam-O-Rama, Flur e Vinil Experience (concerto de Lisboa). Os bilhetes podem também ser reservados através de reservasgiaa@gmail.com.

Toda a info aqui!

Exposição André Coelho & Manuel João Neto

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André Coelho é um ilustrador sediado no Porto cujo trabalho está maioritariamente relacionado com a música, tendo desenvolvido cartazes, capas de discos, merchandising, entre outros. No campo da banda desenhada tem publicado em antologias da Chili Com Carne e é co-autor dos álbuns “É de noite que faço as perguntas” (Saída de Emergência, 2011), “Sepulturas dos Pais” (Kingpin Books, 2014) e “Terminal Tower” (Chili Com Carne, 2014). Nos últimos 5 anos tem exposto em Portugal, Reino Unido, Suécia, Espanha, Brasil e Itália.

Manuel João Neto é escritor, editor e tradutor. Nos últimos dez anos tem colaborado em diversos projectos literários, artísticos, musicais e teatrais. Foi editor da revista Acto (2004/2009) e co-curador do ciclo multidisciplinar “Sonores – sound/space/signal” (2012). Publica regularmente textos teóricos em revistas, catálogos e publicações.

Em conjunto desenvolveram a novela gráfica “Terminal Tower” (Chili Com Carne, 2014) e as histórias curtas “The Slowest Hour” e “On Disaster” (patentes nesta exposição) num processo de trabalho fluido de construção narrativa e plástica em simultâneo e que corresponde ao prolongamento natural da colaboração regular entre André Coelho e Manuel João Neto em projectos musicais/artísticos/literários (Mécanosphère, Sektor 304 e Sonores, entre outros).

Lembram-se da Terminal Tower no último Amplifest? Exposição, apresentação do livro, filme.. Esta expo, na Louie Louie do Porto, está relacionada com duas histórias curtas posteriores ao Terminal Tower. Obrigatório! Apareçam até dia 23 de Abril.

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coverHiss Tracts – Shortwave Nights [Constellation 2014]

Nem sorte, nem destino. É o timing, é sempre o timing das coisas. Aparece a pessoa certa ou o projecto que ambicionamos a vida toda e não estamos preparados. Ou um disco. Com tanto ruído que aí anda, ou estamos prontos para o deixar entrar na nossa vida ou é mais um amontoado na pilha de propósitos para o futuro. O timing, esse tal elemento despercebido, define momentos.

Tenho o Shortwave Nights há praticamente um ano e só nas últimas duas/ três semanas é que me agarrou completamente. Não tenho ouvido mais nada tal a recompensa que é descobrir este disco a cada audição.

David Bryant (GY!BE – sim, o tal da mítica guitarra) e Kevin Doria (Growing – lembram-se quando os trouxemos ao barco com os Boris?) são nomes que todos conhecemos. David esteve sempre por detrás dos recomendáveis discos dos Growing, a banda gravava no seu estúdio The Pines e ele era o engenheiro de som. Confessou que se identificou e se fascinou imediatiamente com a forma como o Kevin trabalhava os seus sons, mas a química que ambos aparentavam ter como músicos só foi confirmada quando um festival suiço os convidou para um projecto completamente novo (sonho com esse dia no Amplifest) em que consistia na música deste duo e os filmes do projeccionista dos Godspeed, o mesmo de há dois anos e meio: Karl Lemieux. Aí está, o timing das coisas.

As gravações das sessões para essa apresentação, em 2008, viriam a ser as bases do projecto e parte desse material que David confessa ter demorado anos a terminá-lo por ter dificuldade a dar um final (“closure”) aos seus discos, faz parte deste debute que, admitamos, não é para todos. Mas devia.

Sabem, a Amplificasom é pequenina, não chegamos sequer à adolescência, mas nestes quase 9 anos vimos nascer e morrer muitos projectos e trends, ouvimos muita música porque definitivamente a respiramos, mas chega a um ponto em que é demais e tornamo-nos (nós como indivíduos) defensivamente selectivos porque a substância é cada vez mais rara: hoje em dia, é pôr fita adesiva pressionada num teclado, dar um peido num pedal de reverb e temos um disco de drone.

Por muito que seja uma necessidade (ou preguiça!), etiquetá-lo como “drone”, “ambient” ou até “post-rock”, Shortwave Nights é, de facto, outro mundo. Os próprios David e Kevin são músicos com uma profundidade e intensidade incomuns, são escultores de som, e exploram aqui processos e narrativas à base da paisagem sonora e da produção cujo resultado desafia qualquer etiqueta.

Se chegam aqui sem bases, à primeira audição pode parecer nebuloso, mas deixem-se levar pelas paletes de camadas de texturas ricas, afiadas e complexas, tensas e dissonantes, distintas e envolventes. É um belo disco. Para noites curtas. Rendido.

Também a desfrutar: Asunder, Sweet and Other Distress dos GY!BE e Salome dos Marriages.
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