Rapidinhas…
Camané – Sempre de Mim [EMI 2008]Respeito muito o nosso fado, gostava de o ver mais explorado e violado, mas não consigo ouvir um disco do início ao fim. Este “Sempre de Mim” não foge à regra, mas tem momentos de um gajo se arrepiar. “Mar Impossível”, por exemplo…
Cast Iron Hike – Watch it Burn [Victory Records 1997]A única razão de ter ouvido este álbum foi para conhecer o passado de um músico que admiro muito (Mike Gallagher, Isis) pois o hardcore nunca foi muito a minha “cena”. Reconheço que é um disco cheio de pica e bons momentos, mas…
Helms Alee – Night Terror [Hydra Head 2008]Já fui mais fã da Hydra, nesses tempos consumia tudo que editavam até que me comecei a cansar ou desiludir e fui desistindo. Não sei o que me levou a insistir nestes Helms Alee, mas ainda bem que o fiz. Tal como Torche, também da HH, cansa-me ouvir o álbum até ao fim, mas tirando esse pormenor (quem disse que os álbuns são feitos para se ouvir do início ao fim?) estou muito surpreendido. Fãs de Sonic Youth, Melvins e até dos Torche, vão certamente gostar. Simpática estreia!
Klangmutationen – Schwarzhagel [Utech 2008]Parabéns à Utech e às “URSK series” (que envolve o design de Stephen Kasner) por esta iniciativa brilhante: editar discos de bandas completamente desconhecidas com um artwork ao nível do melhor que há. Desta vez, os Klangmutationen vêm da Malásia e têm um som que vocês ora vão odiar ou gostar mas nunca amar. O que também pode acontecer é odiarem à primeira audição e gostarem logo à segunda, comigo foi assim. Este é um disco de free-jazz escuro e tenebroso que pode mesmo alterar-vos o sistema nervoso. Mas sim, é grande!!
M.G.R. Y Destructo Swarmbots – Amigos De La Guitarra [Neurot 2009]Aqui está o projecto a solo do tal Mike dos Isis que falava em cima. Não é a primeira nem segunda ou terceira vez que falo de MGR aqui no blog, por isso pouco há a acrescentar ao que foi dito anteriormente mesmo sendo este um disco novo (o que neste caso é um grande elogio). O primeiro riff do álbum lembra-me a CFT do Celestial, bom sinal, e é aí que começa mais uma viagem épica e gloriosa bem ao estilo que já nos habituou. O músico que aqui o acompanha – Destructo Swarmbots – deve-vos ser familiar das remixes e interpretações do Oceanic, mas é na guitarra que está toda a essência deste projecto. Preciso tanto de um concerto de Isis por ano como dum álbum de MGR.
Monno – Ghosts [Conspiracy 2008]Há uns anos atrás, vi os Monno no Passos Manuel. Eu e mais cinco pessoas. Foi triste ver uma plateia tão despida, mas a banda foi super profissional e arrasou. Parece-me que, ao fim de meia dúzia de audições, os Monno estão diferentes. Isto é doom sem ser doom, percebem? Eu sei que não, mas ouçam. Os fãs de Bohren, Sunn ou até mesmo Swans ou Godflesh vão chegar lá. Por aqui continua a crescer e só tem um defeito: cada vez que ouço o primeiro tema lembro-me do Crestfall a fazer headbanging mórbido no meu carro. Tirando isso…
Pierre Dubuisson – Sept Regards sur l’Esprit de la Mort [1910]Aceitei a sugestão e investiguei este álbum do princípio do século passado. Trata-se de sete marchas fúnebres a violino cheias de melancolia e beleza. A própria gravação ajuda a dar esse ar “vintage”. Se alguma banda de post-metal pegar no primeiro tema e o transformar, aposto que temos “single”. Bela surpresa.
Rye Wolves – Oceans of Delicate Rain [Aurora Borealis 2008]Estava à espera de mais, melhor. Li tanta coisa boa sobre estes americanos, a própria editora é selo de qualidade garantido, mas confesso que estou desiludido. Talvez esteja cansado e farto deste tipo de sonoridade, talvez. Parece ser um disco homogéneo e coerente, mas deixo para mais tarde. Para fãs de Melvins, Oxbow, Neurosis, Harvey Milk, Jesus Lizard…
Spylacopa – Spylacopa EP [Rising Pulse 2008]A expectativa era grande ou não fizessem parte desta banda os vocalistas de Dillinger Escape Plan e Battle of Mice, o baixista dos Isis ou o guitarrista dos Candiria (não tou com pachorra para pôr nomes). Portanto, quando a expectativa é grande o tombo também pode ser maior. Não vou dizer que o meu o foi, mas com um músicos desta qualidade esperava algo mais. É um “grower”, os temas crescem bastante com as audições, mas no fim fico a pensar se as vozes juntas do Puciato e da Xmas não mereciam melhor.
Zak Riles – Zak Riles [Important 2008]James Blackshaw, Sir Richard Bishop ou mesmo Ben Chasney têm mais um companheiro para o seu grupo de amigos. Zak Riles é membro dos Grails e só isso era razão mais que suficiente para ouvir este álbum. Os nomes acima citados não deixam lugar a surpresas, este é mesmo um disco para fãs de toda a música que começou com Fahey, mas nota-se algo diferente. Os fãs da banda de Zak vão-se aperceber…