Questões? Amplifest FAQ

AMPLIFEST 2013

19 & 20 DE OUTUBRO

MÚSICA, FILMES, CONVERSAS, EXPOSIÇÃO, DISCOS... NÃO É UM FESTIVAL, É UMA EXPERIÊNCIA.


 
 

Ficou claro durante duas edições: o Amplifest não é só um festival. Não é só música, não é só bandas, e não é delimitável. É uma experiência de partilha de arte com os artistas, de opiniões com o público e de momentos únicos com uma família numerosa, de que todos fazemos parte.

A terceira edição, a de 2013, será a prova de fogo, em que todas as dúvidas serão dissipadas. Retenha-se: o Amplifest 2013, ainda mais do

que as edições passadas, é uma experiência a ser vivida do primeiro ao último segundo com a intensidade que nos vai cansar o corpo e pesar na memória pelas melhores razões.

E é porque as saudades apertam mesmo muito que já estamos de volta, a preparar o melhor evento do ano na sempre Invicta cidade do Porto, nos dias 19 e 20 de Outubro. Desta feita, a Amplificasom vai introduzir um terceiro palco, no Mercedes da Ribeira portuense.

Line Up

view download

#Amplifest at Instagram

Usa a hashtag #amplifest nas tuas fotografias

#Amplifest at Twitter

Usa a hashtag #amplifest nos teus tweets

Alojamento

Alojamento escolhido a dedo pela Amplifest.

Ver sugestões de alojamento

Como Chegar

Vê a localização dos palcos e os hotéis sugeridos

 

Hard Club

41º8'31"N 8º36'54"W

Onde estacionar: É fim-de-semana, estacionem onde encontrarem lugar de forma gratuita. Parque subterrâneo em frente ao Hard Club (consultar preços antes de entrar) ou, a uns metros depois, em direcção à Foz, parque descoberto ao lado da Âlfandega (consultar preços).

 

Francisco Sá Carneiro: Apanhem o Metro (linha E) e na estação da Trindade mudem para a linha D saindo, duas estações depois, em São Bento. A partir daí é uma caminhada de 5 minutos a descer a rua de Mouzinho da Silveira.

 

Rede Expresso: Sair da estação da Batalha à direita, atravessar a praça, descer a 31 de Janeiro, virar à esquerda em direcção à estação de São Bento e caminhar 5 minutos pela Mouzinho da Silveira.

 

 

O meu Mercedes

41°8'26"N 8°36'41"W

A partir do Hard Club: Desce até ao rio, aprecia as vistas, passa pelo famoso cubo na Praça da Ribeira e, uns metros à frente, encontrarás uma placa do Amplifest. O Mercedes fica no sub-mundo do Porto, parte da piada está aí.

 

Bilhetes

Porque acreditamos que é vivendo o evento na sua totalidade que dele
se retira o maior prazer, os bilhetes diários serão altamente limitados.

Passe mágico de 2 dias

Até 30 de Agosto APENAS na Amplistore 45€

Até 30 de Setembro e já à venda nos locais habituais 50€

De 1 de Outubro até ao grande dia 55€

Bilhetes diários

Disponíveis na Amplistore a 16 de Setembro se os passes não esgotarem 35€

Locais de Venda

Online: AMPLISTORE (imprime ou traz o voucher no teu smartphone, a sua apresentação é obrigatória)

Online España: Breakpoint.es

Porto: Hard Club, Jojo's / Cdgo.com, Louie Louie, Piranha e Matéria Prima

Lisboa: Carbono Lisboa, Carbono Amadora, Flur e Matéria Prima

Comprar bilhete na Amplistore

Porto

O que fazer quando não há concertos.

O Porto é uma cidade belíssima, principalmente a Baixa. Para quem não conhece a cidade, aconselhamos um passeio e uma cerveja/vinho do Porto na Ribeira contemplando o rio Douro, atravessar a ponte D. Luiz e, uma vez do lado de Gaia, encantar-se com as vistas d’A cidade.

Perto do Hard Club, também ele um edifício histórico (Mercado Ferreira Borges), é possível visitar a arquitectura gótica da Igreja de S. Francisco, recheada de talha barroca, o Palácio da Bolsa neoclássico e perdermo-nos em vielas estreitas... Caminhar uns 5 minutos para contemplar a arquitectura barroca da torre dos Clérigos (se tiverem tempo, subam lá em cima!), o Centro Português de Fotografia (na neoclássica Cadeia da Relação do Porto), a Livraria Lello, admirar

a arquitectura modernista da rua dos Clérigos e da belíssima avenida dos Aliados, passar pela Estação de São Bento e subir até à Sé, ver o Teatro Nacional de São João, jogar às cartas com os velhotes na Batalha, apreciar o movimento de Santa Catarina...

Apanhem o metro e vejam a Casa-Rem-Koolhaas-da-Música, caminhem até ao Museu-Siza-Vieira- de-Serralves e aos jardins de Serralves, não se esqueçam do idílico Jardim Romântico do Palácio de Cristal e as famosas galerias de arte em Bombarda...

O Porto é uma cidade única e só aqui é que o AMPLIFEST poderia ter lugar!

O que a imprensa disse

Acreditações para até dia 5 de Outubro.

Aluk Todolo

O enigmático trio francês Aluk Todolo guiará a audiência do Amplifest numa viagem caleidoscópica a bordo de uma frenética locomotiva, alimentada pelo carvão do black metal e operada sob o transe hipnótico do krautrock. Trarão consigo o mais recente longa-duração Occult Rock, já considerado por muitos como a obra-prima da banda, e que teve o condão de ampliar ainda mais as fronteiras da desde sempre peculiar sonoridade dos Aluk Todolo. Espera-se uma jornada ritualista através da repetição e do groove, tudo isto envolvido por um faiscante nevoeiro de dissonância e psicadelismo.

Body/Head (Kim Gordon & Bill Nace)

O facto de apenas o nome de Kim Gordon – co-fundadora, compositora e membro permanente dos adormecidos mas para sempre lendários Sonic Youth – poder servir para apresentar os Body/Head sem deixar dúvidas sobre a sua qualidade torna-se irrelevante quando a música do projecto que partilha com Bill Nace tem o poder de responder por si mesma. Com o lançamento do disco de estreia “Coming Apart” previsto para Setembro – com o selo Matador Records –, os Body/Head já construíram uma sólida reputação com as suas aparições ao vivo nas quais os limites do rock são demolidos à força da exploração temerária e cacofónica das possibilidades dos seus instrumentos e que têm como pano de fundo projecções visuais montadas a partir de antigas películas. Em resumo, os Body/Head personificam tanto o amadurecimento musical de Gordon e Nace como são a prova de que a inventividade, o génio e a vontade de quebrar barreiras não se esgotam nem com os primeiros anos de juventude nem com o sucesso e a aclamação global.

Chelsea Wolfe

Fantasmagórica, com uma sensibilidade cativante e dona uma das vozes mais especiais da cena alternativa actual, Chelsea Wolfe é uma aura, mais do que uma cantautora, capaz de atravessar barreiras improváveis. Testando os limites do rock com Apokalypsis e a capacidade do folk para receber o negrume musical em Unknown Rooms, a norte-americana prepara-se agora para lançar um novo álbum, com tendências mais electrónicas, sempre com o preto como cor essencial da sua languidez linguística. Ao vivo, a intensidade imprime-se na voz e na sua entrega. O Amplifest será para experienciar isso mesmo.

Deafheaven

Quando julgámos o black metal como um género acabado para as novidades, como algo que não sairia, em grande, dos seus loucos anos 90 na Escandinávia, surgiram os Deafheaven e surgiu “Sunbather”, o novo álbum da banda norte-americana. Com todos os clichés do género diluídos num banho de alegria e êxtase, vimos o black metal a assumir uma postura clara, sem deixar de almejar ao clímax da epilepsia rítmica. São assim os Deafheaven, que conseguem equilibrar tudo o que tem musculoso na música extrema com tudo o que desperta a libido nas melodias maiores da pop. O turbilhão passa pelo Amplifest para pôr à prova as nossas capacidades emocionais — as deles são de ferro, já se sabe.

Downfall of Gaia

Quanto a atmosfera e o músculo do sludge se encontram com a violência do hardcore, sabemos á partida que quebrar pescoços é uma constante da equação que temos perante nós. Os Downfall of Gaia acrescentam a estas contas um conceito cuja única variável é, mesmo, de que forma nos vão virar do avesso. A violência inerente à sua música é a expressão da beleza caótica sempre presente no mais recente disco Suffocating in the Swarm of Cranes, que a banda alemã trará a Portugal para apresentar em primeira mão no Amplifest. O Hard Club via pintar-se de negro para receber a catadupa infernal de Downfall of Gaia.

Evangelista

Tudo o que circula Evangelista, ainda que dado a uma humanidade pagã, é ritualista, catártico e algo que ultrapassa a compreensão do que é o real. A forma como Carla Bozulich, ao sair do seu conforto folk, abraçou as sonoridades noise e drone deu ao seu projecto Evangelista, sediado na Constellation dos Godspeed You! Black Emperor, um corpo tão robusto quanto fantasmagórico. Bozulich, em concerto, arrepia tanto quanto arranha, conseguindo revestir de musculo e peso as melodias mais bonitas e solenes. No Amplifest, não se deve esperar nada menos do que especial. Muito especial.

From the Bogs of Aughiska

Vagueando lentamente entre sombrias paisagens etéreas e ameaçadoras muralhas de distorção, o particularmente obscuro dark ambient de From The Bogs of Aughiska pretende transportar-nos numa viagem astral até aos mais esquecidos e desolados confins rurais da Irlanda. Tendo já partilhado palcos com Ulver, Altar Of Plagues e Boyd Rice, From The Bogs Of Aughiska é sem dúvida um nome a manter em atenção e também mais um concerto a não perder nesta edição do Amplifest.

Galvano

Afastando-se das sonoridades mais melódicas tipicamente associadas aos países escandinavos, os Galvano podem ser vistos como a resposta sueca ao sludge norte-americano de bandas como Black Cobra e High On Fire. O duo de guitarra/voz e bateria, cúmplices únicos no violento assalto sonoro que praticam, tem no seu registo de estreia “Two Titans” a matéria-prima para uma actuação que se prevê devastadora e que deixará no Amplifest um rasto de pescoços doridos.

Pharmakon

Apesar do cariz apocalíptico da fusão de industrial, noise e power electronics praticada por Pharmakon, a sua música tem a habilidade de rastejar para os confins da mente humana por via dos drones ritmados e profundos que lhe servem de percussão. A orquestração desta amálgama infernal de sintetizadores abrasivos, horrendas vocalizações e ondas de ruído negro é, surpreendentemente, o trabalho solitário da jovem nova-iorquina Margaret Chardiet. Com “Abandon” – o seu primeiro registo com distribuição a uma mais larga escala através da editora Sacred Bones – na bagagem, Pharmakon apresentará no Amplifest uma actuação muito à imagem da sua música: aterradora, negra e absolutamente intensa.

Russian Circles

Russian Circles são a personificação derradeira do rock instrumental. Misturam o músculo do metal, a ambiência da tendência instrumental com a desenvoltura técnica num corpo creativo que não pára de crescer e de inovar de disco para disco. O trio, depois de cimentar a sua posição na cena musical internacional e de ter esgotado três salas consecutivas em Portugal, estreia-se num festival no nosso território com um novo álbum na calha, o quinto, sucessor do aclamado Empros. Será o derradeiro teste à sua criatividade e à sua (incontestável) capacidade de se apresentar ao vivo, no palco ideal para o fazer.

Thisquietarmy

Soturna, densa e essencialmente construída sobre as texturas impressionistas do drone, a identidade musical de Thisquietarmy engloba também referências claras ao shoegaze de bandas como My Bloody Valentine e às abstractas tapeçarias criadas por artistas como Fennesz e Tim Hecker. Entre uma multitude de projectos colaborativos e uma agenda quase ininterrupta de digressões, o perpetuamente atarefado músico canadiano Eric Quach passará pelo palco do Amplifest com o seu principal projecto a solo. As actuações de Thisquietarmy são largamente baseadas na improvisação e proporcionam um impacto sensorial avassalador que deixa marcas profundas em quem as testemunha.

Uncle Acid & The Deadbeats

Uncle Acid & the Deadbeats é aquilo a que os anglófonos chamam de “self-explanatory”. O nome diz tudo, deixa bem clara a sujidade da riffaria cuspida por cada banda, evidente o toque anos 70, cheio de psicadelismo à americana, e a classe com que tudo se faz. Uncle, ou tio, é algo que encaixa que, nos graus de parentesco, cruza alguma rispidez e respeito, atingido pelo estatuto da idade, com a folia de não ser um progenitor. Uncle Acid não é pai de coisa nenhuma, mas bem que se pode dizer que trata o hard rock como se o conhecesse de gingeira desde que nasceu. O Hard Club vai receber guitarras bem graves, bem arrastadas e bem tripadas.

Year of No Light

Entre a opressiva escuridão patente na sua música e o estonteante jogo de luzes que acompanha as suas apresentações ao vivo, o colectivo instrumental Year Of No Light subirá ao palco do Amplifest, armado até aos dentes com um arsenal onde se contam dois bateristas e três guitarristas, para apresentar o seu próximo álbum Tocsin. Com o seu cruzamento do peso contundente e hostil do doom com a atmosfera fúnebre do pós-rock mais desolador, deixando ainda espaço para alguns assomos black metal, os Year Of No Light prometem esvaziar de luz o Hard Club

Zatokrev

Tempestuosos mas inabaláveis. Negros mas catárticos. Orgânicos mas aguçados. Os helvéticos Zatokrev encontram-se entre os escassos nomes que se destacam e distanciam do oceano de imitações indistintas que a ascensão e a proliferação do post-metal tiveram como dano colateral. O seu terceiro disco “The Bat, The Wheel and a Long Road to Nowhere” traz os Zatokrev ao Amplifest com a missão de confirmar este estatuto e ainda de surpreender e converter qualquer incauto menos familiarizado com a sua ferocidade.

À L'Est de l'enfer

Realizado pelo também baixista dos Aluk Todolo Matthieu Canaguier, o documentário À L’Est de L’Enfer retrata o movimento black metal na cidade de Surabaya, na Indonésia – um país imerso numa cultura muito diferente da Europa que fez nascer o género nos anos 90. Focando-se na vida de três músicos pertencentes a este movimento, o filme documenta o preconceito e a marginalização a que esta contracultura está sujeita na Indonésia; contudo, acaba por ser a prova de que o black metal é e sempre será uma linguagem universal, catártica e espiritualmente livre.

Black Bombaim & La La La Ressonance

Se há bandas que, em Portugal, encarnam o melhor que uma cena pode ter, os Black Bombaim estão para o stoner assim como os la la la ressonance estão para o pós-rock: como os melhores. A razão que os eleva a isso é a mesma que os junta neste esforço colaborativo — desprezando a geografia, juntam-se para se desafiarem a fazer melhor e diferente. Encontrarem-se, a meio caminho da tendência do riff com a expressão da exploração harmónica e melodiosa, revela um colosso sem vozes que sabe funcionar em uníssono, com força, intensidade e irreverência. Não se espera menos para a sua no Hard Club.

Black Mass Rising

Black Mass Rising é um mistério. É um filme, são 22 cenas; é um filme com 11 cenas a cores, outras tantas a preto e branco; é um filme documental em que a música desempenha um papel fundamental, em que os Master Musicians of Bukkake contrastam o transe dos Yoga com uma hipnose árabe, em que os Aluk Todolo cruzam o seu psicadélico com o de Makoto Kawabata dos Acid Mothers Temple, em que cada cena tem o seu protagonista sónico. Black Mass Rising não é apenas um filme, mas será essa a parte da sua essência a ser projectada. O resto será experiência.

David D’Andrea

David V. D’Andrea não é apenas um designer, não é apenas um comunicador, nem tampouco se pode delimitar no que quer que se compreenda como arte. A função é, e sempre será, um meio para a expressão do artista norte-americano, que consegue construir no sagrado, a profanidade e secularidade da humanidade - algo que o casou tão bem com pares musicais como Al Cisneros e os seus OM e Sleep, com Godspeed You! Black Emperor, Earth e Agalloch, e nomes como Lars Von Trier. O Mainfloor do Hard Club vai ser a casa perfeita para o negro vestido de cor de D’Andrea.

Don The Tiger

Não é fácil imaginar um conjunto de baladas bolero assentes em ritmos mecânicos, muito menos quando estes vão dos mais subtis beats até violentas paisagens industriais bem à maneira dos primeiros discos dos Swans, mas esta pode ser uma maneira de explicar por palavras o trabalho de Don The Tiger no seu primeiro disco ‘Varadero’. À sua experimentação sónica soma-se o trabalho vocal reminiscente de um Tom Waits em versão hispânica – o que torna a sonoridade do barcelonense Adrián de Alfonso, neste seu projecto a solo, algo peculiar mas inquestionavelmente atractivo que de certeza proporcionará um espectáculo desafiante ao público do Amplifest.

HHY & the Macumbas

HHY é Jonathan Saldanha, guru portuense das linguagens mais experimentais do dub, cujo trabalho anterior foi editado pela Tzadik – propriedade de John Zorn – e considerado pelo próprio Zorn como um “21st century cult classic”. Militando também em muitos outros projectos, como os Fujako ou os Mécanosphére (com Adolfo Luxúria Canibal), Jonathan Saldanha é aqui acompanhado pelos The Macumbas, um bizarro colectivo que se apresenta em palco envergando máscaras e fatos negros. A música de HHY & The Macumbas é uma torrente fervilhante de frequências graves, sopros e frenéticas percussões tribais e, em antecipação do lançamento do álbum de estreia, o Amplifest será o local ideal para testemunhar em primeira mão esta misteriosa cerimónia voodoo.

Putan Club

François Cambuzat não é, de forma alguma, um estranho para os palcos portugueses, muito menos para o Amplifest. O seu percurso com os L’Enfance Rouge já o trouxe para estes lados, no que foi uma preparação muito justa do que o seu criativo apetite para a acção destrutiva o leva a concretizar com Putan Club, o seu projecto mais vincadamente ligado com a acção artística. Trata-se da intervenção como palavra de ordem, com um aspecto performativo trabalho na projecção de imagens numa clara intenção de ultrapassar a música como meio único da fúria humana numa guitarra. No Amplifest, será uma guitarra e muita vontade de pintar acção com frequências.

Utopium

Não são poucos os que associam o grind aos excessos do punk e do hardcore, à procura desmesurada pela decadência e à velocidade pela velocidade. O que tira os Utopium do mesmo saco que todos os seus congéneres é, contudo, a forma ponderada com que cada estocada, cada explosão, cada acesso de violência é desferido. Nada acontece por acaso na música dos Utopium, nem mesmo o caos é, de forma alguma, fruto do caos. A experiência da banda lisboeta é a ponderação do caos na condição humana, na sonoridade gráfica e escatológica do incontrolável. Será essa ponderação da quântica do peso que vai avassalar o Amplifest 2013.

Walter Hoeijmakers

O festival Roadburn, na Holanda, é tão importante para melómanos quanto Meca é para os muçulmanos, Roma para os cristão e as pirâmides para os fãs de teorias da conspiração que envolvam aliens. O grau de devoção que o evento reúne, anualmente, da parte tanto das várias audiências que nele convergem, como por parte dos artistas e promotores que procuram fazer parte da romaria à casa do riff, é reveladora do papel que o Roadburn assume na geografia musical do Velho Continente. Há várias pessoas a quem podemos agradecer por isso — e uma dessas será Walter Hoeijmakers, director artístico e promotor do festival holandês, que virá rodar uns discos ao Amplifest e exibir o seu espólio de herdeiros de Tommy Iommi. Será, também, o convidado da Amplitalk de Sábado, para a qual todos os estarão convidados a participar.

Nesta era de imediatismo em que, segundo após segundo, somos inundados com informação pelos nossos computadores e smartphones, o elemento surpresa foi praticamente eliminado do nosso dia-a-dia. O Amplifest propõe-se a recuperar um pouco desse quase esquecido sentimento de antecipação como parte de toda a “experiência” que o festival pretende proporcionar. Como? Adicionando ao cartaz uma banda que não será revelada até ao preciso momento em que pisará o palco do Hard Club. Conseguem adivinhar qual será?

Nas anteriores edições do Amplifest sempre encorajámos os músicos a deixarem o conforto do backstage para se misturarem com o público, partilharem um copo com os seus fãs e desfrutarem também dos concertos; foi algo que sempre contribuiu para um certo sentido de comunidade e também para aquele ambiente especial que sempre se viveu no Amplifest. Nesta próxima edição, decidimos levar este um conceito um pouco mais além: convidámos vários músicos a estarem presentes numa conversa informal sobre o que é a vida na estrada, as dificuldades e os prazeres de andar em digressão e tudo o que à volta disso gira. O público, claro está, é convidado a participar e a esclarecer todas as suas dúvidas.

KATABATIC

Há já muito tempo que são muito mais do que uma simples promessa; os KATABATIC são hoje, indiscutivelmente, um dos nomes cimeiros do pós-rock nacional. Após a edição do EP de estreia Vago e da partilha de palcos com nomes como Caspian – que acompanharam numa tour ibérica –, Russian Circles e A Storm Of Light, os KATABATIC provaram com o seu primeiro longa duração ‘Heavy Water’ que são um nome a reter. A imprevisibilidade das estruturas dos seus temas, desconstruindo as fórmulas habituais do pós-rock, bem como a introdução de etéreos apontamentos vocais e também de passagens mais directas e contundentes, com riffs reminiscentes do sludge, garantem-lhes uma identidade própria que tem gerado abundantes críticas positivas vindas de vários quadrantes. Com um novo trabalho já gravado e prestes a ser lançado, a aguardada estreia dos KATABATIC no palco do Amplifest será sem dúvida um dos momentos mais memoráveis do festival.